A UGT quer que qualquer reforma da segurança social passe pela concertação social e considera o Relatório do grupo de Trabalho do governo «um contributo técnico relevante» enquanto que a CGTP considera que o dito documento «insere-se numa ação que visa o assalto aos vultosos recursos da segurança social» pondo em causa os direitos dos trabalhadores
Ambas as Centrais Sindicais consideram que as responsabilidades assumidas pela Caixa Geral de Aposentações não devem ser transferidas para a Segurança Social.
Relativamente aos regimes complementares de reforma, a UGT «reconhece que estes podem contribuir para reforçar o rendimento dos trabalhadores após a
passagem à reforma. Contudo, devem continuar a assumir uma natureza efetivamente complementar e nunca substituir o sistema público de Segurança Social, sobretudo tendo em conta as profundas desigualdades existentes na capacidade de poupança entre trabalhadores.» Note-se que existem vários sindicatos da UGT que participam em fundos complementares.
Para a CGTP os sistemas complementares de pensões já existem em Portugal e, tal como em outros países, têm uma procura fraca por parte dos trabalhadores. «A solução do Grupo de Trabalho é tornar a adesão a estes fundos especulativos automática e com avultados benefícios fiscais, ou seja, arranjar clientes e colocar o dinheiro público a fomentar este negócio da banca e das seguradoras. Não esqueçamos que estão em causa mais de 30 mil milhões de euros de contribuições sociais por ano no sistema público de segurança social, tornando a área da proteção social muito apetecível aos mercados financeiros.»
Para a CGTP-IN «as pensões complementares devem continuar a ser um mero complemento e não podem ser vistas ou utilizadas como um meio de reduzir ou substituir as pensões públicas. É de rejeitar que sejam os interesses financeiros a definir o nosso futuro comum. As pensões de reforma são um direito social inalienável e assim deverão continuar, e não uma aposta nos mercados que não garantirão as pensões no futuro e que já deram mostras de acarretar grandes perdas aos trabalhadores e pensionistas.»
Mas a UGT reafirma a «sua orientação inequívoca: defender e reforçar uma Segurança Social pública, universal, solidária e sustentável, capaz de garantir pensões dignas aos trabalhadores de hoje e de amanhã. A UGT quer uma Segurança Social com futuro, mas rejeita que esse futuro passe pela construção de um sistema público individualista e de mínimos.»
Relativamente aos sindicatos independentes todos eles alinham pelas posições quer da UGT quer da CGTP!