Risco do calor excessivo exige medidas de proteção dos trabalhadores

Segundo a Organização Internacional do Trabalho o calor é um assassino silencioso que ameaça a saúde e a vida de um número crescente de trabalhadores em todo o mundo. As estimativas daquela Organização Internacional indicam que 4 200 trabalhadores e trabalhadoras perderam a vida devido a ondas de calor em 2020. No total, 231 milhões de pessoas foram expostas a ondas de calor em 2020 durante o trabalho, o que representa um aumento de 66 por cento em relação a 2000. Os relatórios da OIT sublinham que nove em cada dez pessoas a nível mundial foram expostas ao calor excessivo sem contar com as exposições a ondas de calor e oito em cada dez lesões profissionais causadas por calor extremo, não ocorreram durante ondas de calor.

Os sindicatos europeus exigem medidas legislativas obrigatórias para impedir que os trabalhadores estejam expostos a altas temperaturas correndo riscos para a saúde e até colocando a vida em risco. Alguns países europeus começam agora a despertar para esta realidade que afeta em particular os trabalhadores da agricultura, extração e da construção, entre outros. Em Portugal não existem medidas legais para prevenir e proteger os trabalhadores da exposição a altas temperaturas. A proposta do governo de reforma laboral não inclui nada sobre esta matéria!A DGS apresenta um conjunto de recomendações de prevenção e proteção mas que não têm caráter vinculativo!

Relatório da OIT

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