O chamado “Trabalho XXI” não é uma reforma: é uma ofensiva contra os direitos conquistados por décadas de lutas dos trabalhadores portugueses.
Sob promessas de modernização e ganhos de produtividade, o Governo e as associações patronais apresentam um pacote que facilita despedimentos sem justa causa e impede a reintegração do trabalhador injustamente despedido, ataca o direito à família e ao descanso permitindo a criação dos bancos de horas individuais, eterniza a contratação a prazo, fragiliza o negociação coletiva e enfraquece os seus resultados, dificulta a presença sindical nas empresas e retira na prática o direito à greve a várias categorias profissionais.
Nada disto é necessário para a economia. Nada disto estimula a produtividade. Nada disto responde sequer a novos desafios como a IA e as alterações climáticas. O objetivo é outro, muito diferente: embaratecer o trabalho, pondo os trabalhadores completamente à mercê dos caprichos dos empregadores — e assim empobrecer ainda mais quem já vive com dificuldade. E o Governo insiste no erro e no discurso enganador.
Perante a gravidade desta situação, apelamos a todas as organizações sindicais — centrais sindicais e sindicatos independentes — a unirem-se numa resposta comum e determinada antes da votação parlamentar. Sindicatos e trabalhadores, mobilizem-se! Resistam!
A divisão serve apenas quem quer impor este retrocesso. A convergência é a única resposta à altura do momento. Os trabalhadores portugueses merecem que o movimento sindical esteja à altura da sua história.
Lisboa, 15 de junho de 2026
Aas – Amigos de Aprender
ACR – Ação Católica Rural (Diocese de Lisboa)
APELO dos 400 à CONVERGÊNCIA SINDICAL (grupo de contacto)
Base-FUT – Frente Unitária de Trabalhadores
JOC – Juventude Operária Católica
LOC – Liga Operária Católica
PI – Precários Inflexíveis
PRAXIS – reflexão e debate sobre trabalho e sindicalista