A LOC/MTC – Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos realizou de 4 a 7 de junho de 2026 no Seminário Diocesano de Leiria um Seminário Internacional com o tema: “Desenvolver novas capacidades e novas respostas das organizações de trabalhadores,
por mais cidadania ativa na Europa”.No documento final« foi sublinhada a importância de ouvir o sofrimento – o das pessoas concretas, não apenas
diagnósticos abstratos – e de combater o desânimo e o sentimento de impotência. Organizar a esperança significa acreditar que somos semente de algo novo no meio de um mundo velho.
Foram identificadas linhas de ação fundamentais: assumir a nossa interdependência e os limites do planeta; construir laços de proximidade; valorizar a diversidade como riqueza; tecer comunidade e reinventar o comum; reconhecer e denunciar o “desenvolvimento” que atenta contra a vida; apoiar experiências alternativas de economia solidária e participação comunitária.
Constatamos que a fraca participação cívica e sindical não é um acaso. As organizações de trabalhadores não podem limitar a sua atuação às condições laborais dos seus setores – têm de se organizar e agir coletivamente em defesa de direitos civilizacionais: qualidade do ensino, acesso à saúde, habitação, proteção na infância e na velhice. Não se podem deixar de fora os trabalhadores desempregados, reformados, domésticos, cuidadores, imigrantes indocumentados, informais e isolados em teletrabalho. Como lembrou o Papa Francisco, “ninguém se salva sozinho”.
Nessa perspectiva, importa assumir uma cidadania europeia ativa, conhecer as instituições da EU, fortalecendo a cooperação transnacional entre organizações de trabalhadores;
reivindicando uma Europa verdadeiramente social e fraterna, que coloque os direitos sociais no centro e não os subordine a interesses orçamentais ou de guerra; e valorizando a comunidade e a esperança organizada.
O seminário concluiu que a cidadania ativa não nasce sozinha – precisa de segurança social, educação, espaços democráticos e organizações que sirvam de ponte. As organizações de trabalhadores, e em particular a LOC/MTC, continuarão a ser uma escola de democracia participativa, um lugar de esperança e uma voz profética na defesa da dignidade do trabalho.»