Grupo do Apelo à convergência sindical reafirma: unidade de ação é condição para travar o pacote!

O grupo dinamizador do Apelo dos 400 para a Convergência Sindical — que reuniu, há cerca de um ano, mais de 400 signatários — decidiu endereçar um novo apelo formal às direções e secretários-gerais das centrais sindicais portuguesas e aos sindicatos não filiados.

A iniciativa surge num momento de particular intensidade no plano laboral: o Governo decidiu antecipar a votação parlamentar do Pacote Laboral para o dia 18 de junho — precisamente no dia em que decorria uma Greve Geral de significativo impacto contra o mesmo pacote.

Para os signatários do apelo, esta coincidência não é fortuita: traduz uma declaração de intenções de um executivo que insiste numa reforma recusada na Concertação Social por todos os representantes dos trabalhadores, unilateral no seu processo e favorável a setores patronais em detrimento dos direitos de quem trabalha.

“A passagem ao Parlamento não encerra o combate — exige-o redobrado”, sublinha o grupo dinamizador no texto do novo apelo. As organizações sindicais que lideraram a mobilização em dezembro são agora convocadas a manter e reforçar essa convergência, dando corpo à vontade de quem trabalha precisamente no dia em que o Parlamento se pronuncia.

O apelo reafirma uma convicção: cada sindicato conta, cada central tem o seu peso — mas nenhum basta sozinho. A unidade de ação é condição indispensável para travar a aprovação do pacote.

O documento é subscrito pelo Grupo Dinamizador, composto por M. Augusta Sousa, Avelino Pinto, Brandão Guedes, Constantino Alves, Deolinda Machado e Guadalupe Simões.

 

O TEXTO NA INTEGRA:

 

Caro

Secretário Geral

e Caros Dirigentes

 

Em nome do grupo dinamizador do APELO para a CONVERGÊNCIA  redobramos a nossa confiança de que tal como em Dezembro unidos somos mais fortes e aqui expressamos novo APELO a todos vós para:

 

MANTER A LUTA, REFORÇAR A CONVERGÊNCIA

 

A antecipação da votação do Pacote Laboral para o dia 18 de junho — decidida precisamente no dia em que decorria uma Greve Geral de inegável impacto contra o mesmo — não é acaso: é uma declaração ofensiva de intenções. O Governo insiste numa iniciativa recusada na Concertação Social por todos os representantes dos trabalhadores, unilateral no seu processo, favorável a alguns setores empresariais retrógrados e destruidora de direitos de quem trabalha.

 

A passagem ao Parlamento não encerra o combate — exige-o redobrado. As mesmas organizações sindicais que lideraram a mobilização em Dezembro passado, têm agora de a manter e reforçar, consolidando a convergência que é condição indispensável para travar a aprovação deste pacote.

 

É nesse espírito que, enquanto dinamizadores do Apelo para a Convergência — com 400 signatários —, voltamos a apelar às centrais sindicais e aos sindicatos não filiados: que atuem convergentes já no dia 18 de junho, aquando da decisão parlamentar. Deem assim corpo à vontade de quem trabalha.

 

Cada sindicato importa. Cada central tem o seu peso. Mas não basta. Só unidos somos mais fortes — e só unidos conseguiremos defender os direitos que o Governo e o patronato querem destruir.

 

O Grupo dinamizador

 

 

 

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