Américo Monteiro Oliveira*
O que pode ajudar-nos a conseguir algo que valha a pena é mantermos viva a esperança!
Vemos muitos problemas no mundo de hoje: Agressões, atentados, guerras, invasão de países, expulsão de imigrantes, corrupção, armamentismo e muitas
outras coisas.
São situações que podem fazer muitas pessoas atirar a “toalha ao chão”, mas para as pessoas com esperança e comprometidas, tem de ser um desafio a comprometerem-se ainda mais, com a esperança ainda maior e continuar o compromisso de construir uma sociedade mais justa e mais humana, sempre convencidos de que isso é possível e necessário. Construir um mundo diferente e nunca nos rendermos perante os problemas.
Fácil não é, não senhor.
Estamos a assistir a um acelerado processo de concentração de poderes, enquanto as massas são distraídas e levadas a entreter-se com outras coisas e não se envolver em problemas.
No caso da comunicação social, de massas, estão cada vez mais dependentes de grandes poderes económicos e financeiros, o que aumenta enormemente o seu poder, bem como a sua crescente falta de liberdade real, disseminando cada vez mais, mas de forma homogenia e uniforme, uma “forma única de pensar”, neoliberal, individualista, de acusação e condenação na praça pública.
É uma luta travada entre grupos, por vezes mais fortes que os próprios Estados, pelo controlo de um recurso extremamente valioso nas democracias: A informação.
Não é por acaso que vemos frequentemente o mesmo assunto em todos os canais de televisão, a ser tratados por todos da mesma forma, por estes “mediadores políticos” que canalizam e criam a opinião pública. Estes meios que criam tendências ou padrões de comportamento, modelos de opinião e têm um papel decisivo na forma de entender a democracia, pode dizer-se que estão a falhar à democracia e aos valores que devem ser afirmados em sociedade. Põem em risco a liberdade, o diálogo entre pessoas e gerações, os projetos complementares de reflexão e debate, como o nosso jornal e outros dirigidos a pessoas e grupos sociais concretos. Exterminam a pluralidade, a escuta e a criatividade.
Por isso, faz favor de ler de novo o 1º parágrafo!
*Sindicalista e Coordenador Nacional da Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos
Nota: Artigo inicialmente publicado no nº 680 do «Voz do Trabalho» de jan/fev.2026 sendo autorizada pelo autor a sua republicação.